Um confronto digno de uma final da Copa Intercontinental — talvez essa seja a melhor maneira de descrever o que se viu em Boston na derrota do Brasil para a França. A Seleção até demonstrou lampejos de competitividade, mas no geral, aparentou ser um time ciente de suas limitações diante de um adversário imponente, que dominou a maior parte da partida.
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O gol de Ekitiké, fruto de uma saída francesa organizada por Olise, ilustra bem esse desequilíbrio. Mesmo em desvantagem numérica, os franceses precisaram de pouco para aumentar o ritmo e definir o jogo no momento em que o Brasil ensaiava uma pressão mais contundente. A ponto de fazer substituições, retirar seus principais jogadores e ainda assim manter a sensação de igualdade em campo, apesar do 11 contra 10.
Sim, é verdade que a França terminou a partida acumulando cartões amarelos por demora na reposição. É verdade também que o Brasil somou 17 finalizações ao longo do jogo. E é igualmente fato que faltaram poucos centímetros para Igor Thiago ou Vini Júnior igualarem o placar nos minutos finais. Mas a 75 dias de distância da Copa, o torcedor brasileiro enfrenta um dilema inevitável:
Devemos nos apegar aos momentos positivos ou analisar toda a performance e levantar as questões necessárias?
O time brasileiro reconheceu com humildade a força superior da França no momento atual — uma equipe que vive uma fase mais estruturada e consistente. Isso se traduziu numa postura mais cautelosa: entregando a posse ao adversário, adotando uma marcação baixa e apostando nas rápidas transições de seus atacantes como principal arma ofensiva.



