
Abril não é apenas mais um mês no calendário. É um mês que se apresenta como um caminho, daqueles que não se percorrem com pressa, mas com propósitos, onde a fé nos sustenta nos momentos de silêncio e reflexão, enquanto a vida nos convida a reconhecer os nossos próprios limites. É um processo em que devemos aprender que incluir é acolher, é enxergar além das diferenças, é respeitar cada ser humano na sua individualidade. Especialmente neste mês fomos tocados por um amor que resiste — aquele sentimento vivido pelas mães atípicas, mães que vivem a maternidade atípica — capaz de transformar desafios em recomeços.
É nesse contexto que, todas as quartas-feiras, a partir das 11h, o Programa Direto ao Ponto com Fátima Lelis, transmitido pela Rádio Correio do Vale 94.1 FM, em Mamanguape, tornou-se um ponto de equilíbrio entre a informação e a espiritualidade. Não são apenas temas específicos que vão ao ar, são histórias, reflexões sobre a vida como ela é, dos desafios do dia a dia e das transformações que podemos construir juntos em busca de uma sociedade mais justa, mais fraterna e igualitária para todos.
No primeiro programa do mês de abril nos aprofundamos na Semana Santa, um tempo de silêncio, reflexão e oração, e à compreensão do sacrifício de Jesus Cristo pela salvação da humanidade.
Em seguida veio a Campanha Abril Azul, trazendo a urgência da consciência da sociedade sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), data criada pela Organização Mundial da Saúde, em 2007. Falamos de inclusão, de respeito, de empatia, mas acima de tudo, sobre enxergar o outro, as suas diferenças com humanidade. E neste contexto, refletimos os desafios da mãe atípica e da maternidade atípica. Mães, cujo amor não se mede, não se explica, apenas se vive. São mães que enfrentam desafios diários com seus filhos neurodivergentes, entre consultas, terapias, lutas por direitos e acesso às redes de apoio. Um amor com uma capacidade infinita de recomeçar, uma luta muitas vezes solitária, sem apoio de amigos e até de familiares.
E, entre um tema e outro, o Programa Direto ao Ponto, com Fátima Lelis, foi se tornando mais do que um espaço de fala. Tornou-se abrigo. Palavra que acolhe. Presença que permanece.
O mês de abril foi tudo isso: um encontro entre a emoção e a informação. Entre o que precisamos saber e nossos sentimentos. Não foi um mês de respostas prontas, mas de perguntas que nos fazem crescer.
E talvez, seja exatamente isso que nos torna tão especiais: um programa que nos ensina a acolher, a refletir, e acima de tudo amar ao próximo.
E, como tudo na vida tem seu tempo, fica também a certeza de uma verdade que nos acolhe e nos orienta:
“Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo propósito debaixo do céu”. (Eclesiastes 3.1)
Essa passagem bíblica nos ensina que cada momento vivido — seja de alegria ou de tristeza — carrega um propósito: há tempo para recomeçar, crescer e florescer.
Abril é assim…
E nós o vivemos.



